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Prevenção

Enchentes e alagamentos: o que fazer antes, durante e depois

Atualizado em 16/07/2026 · 9 min de leitura

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul mostraram que a água é o desastre natural mais letal e caro do Brasil. A diferença entre tragédia e susto costuma estar na antecipação. Este guia é prático.

Alagamento, enchente, inundação: qual a diferença?

Alagamento é o acúmulo de água da chuva em áreas urbanas por drenagem insuficiente, geralmente localizado e rápido. Enchente (ou cheia) é o rio subindo além do normal. Inundação é quando o rio transborda e ocupa a planície ao redor. Enxurrada é a água descendo com força e velocidade, a mais perigosa para quem é surpreendido.

Por que um rio pode encher sem chover na sua cidade

Este é um ponto que confunde muita gente. O nível de um rio depende da chuva em toda a bacia hidrográfica, não só na sua cidade. Um temporal a 100 km, rio acima, pode fazer o rio subir na sua cidade um ou dois dias depois, sob céu limpo. Por isso o monitoramento de vazão dos rios (como o modelo GloFAS que usamos) antecipa cheias que a previsão de chuva local não mostra.

Antes: quem mora em área de risco

Durante: a regra que salva vidas

Nunca entre em água corrente. Apenas 15 cm de água em movimento derrubam um adulto; 60 cm arrastam um carro. A água barrenta esconde bueiros abertos, fios e buracos. Não tente atravessar de carro pontos alagados, a maioria das mortes em enchentes é assim. Suba para andares altos e só saia se a Defesa Civil orientar rota segura.

Depois: a água baixou, o perigo continua

Cuidado com leptospirose: a água de enchente carrega urina de ratos. Use botas e luvas na limpeza, lave ferimentos e procure atendimento se tiver febre nos dias seguintes. Desconfie da estrutura de casas que ficaram submersas e não religue a energia antes de checar a fiação.

Dica: Acompanhe a vazão dos rios e o risco de enchente da sua cidade, mostramos quando o rio está subindo acima da média, mesmo sem chuva local.